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Brasil criativo!



Viajando por diversos países em nossos estudos e pesquisas sobre Dança Circular e Tensegridade, descobrimos que fora de suas fronteiras o Brasil é visto e admirado como um país colorido com um povo criativo, alegre e musical. Recebemos esse feedback em vários países, inclusive o idioma é considerado suave e musical, provavelmente resultado da formação cultural brasileira que é uma mistura de raças e de ritmos numa explosão de alegria e manifestações folclóricas, dificilmente encontradas no restante do mundo.


Em sua essência foi composta por uma diversidade cultural, fruto da miscigenação racial e uma fusão primordial entre as culturas dos indígenas, dos portugueses e dos escravos trazidos da África. A partir do século XIX, a imigração de europeus não portugueses e povos de outras culturas, como árabes e asiáticos, adicionou novos traços ao panorama cultural brasileiro.


Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana e é justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil: apesar do povo brasileiro ser um mosaico étnico, todos falam a língua portuguesa e a religião majoritária é a católica. Esta igualdade linguística e religiosa é um fato raro para um país de grande tamanho como o Brasil.


Apesar de ser um país de colonização portuguesa, particularmente as influências indígenas e africanas são marcantes na música, dança, culinária, artesanato e folclore.


Dos escravos africanos a maior contribuição foi a diversidade rítmica, de instrumentos e danças.


Dos índios, a influência está particularmente na língua, em especial a chamada língua geral, derivada do tupi-guarani com termos da língua portuguesa que serviu de língua franca no interior do Brasil até meados do século XVIII e da qual o idioma brasileiro ainda guarda boa parte na designação de animais e plantas nativas (jaguar, capivara, ipê, jacarandá, etc.). Essa influência também se fez presente no folclore do interior brasileiro, povoado de seres fantásticos como o curupira, saci-pererê, boitatá, iara, entre outros; na culinária como mandioca, erva-mate, açaí, jabuticaba; em inúmeros pescados e outros frutos da terra, além de pratos como os pirões que entraram na alimentação brasileira.


Essa influência se faz mais forte em certas regiões do país onde esses grupos conseguiram se manter mais distantes da ação colonizadora, principalmente em porções da Região Norte.


Os povos indígenas brasileiros deram contribuições significativas também para a sociedade mundial, como a domesticação da mandioca e o aproveitamento de várias plantas nativas - milho, batata-doce, pimenta, caju, abacaxi, amendoim, mamão, abóbora e feijão. Além disso, difundiram o uso da rede de dormir, a prática da peteca e do banho diário, costume desconhecido pelos europeus do século XVI.


No que se refere às danças brasileiras, sua origem está na miscigenação étnica e na cultura dos povos que migraram para cá desde o descobrimento - portugueses, espanhóis, poloneses, italianos, alemães, entre outros, bem como dos povos indígenas que já habitavam a terra, além de grande contribuição e influência dos povos africanos que a partir de 1538 começaram a chegar ao país.


Vale registrar que a primeira dança brasileira conhecida fora de nossas fronteiras foi uma dança indígena. Em 1550, na cidade de Ruão, capital da Normandia, por ocasião da visita do rei Henrique II de Valois e sua mulher, Catarina de Medicis, num ambiente que pretendia reproduzir “a terra selvagem” recém descoberta, 50 índios brasileiros, em companhia de outros 200 participantes, todos nus, pintados e enfeitados à moda dos “primitivos habitantes” do Brasil, simularam uma luta entre tupinambás e tabajaras. Hoje nosso país é um dos raros, senão o único, onde as nações indígenas ainda preservam suas tradições, rituais, danças, etc.

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